Reciclagem

Como acontece a reciclagem do PET.

O PET pode ser reciclado de três maneiras diferentes:

1 - Reciclagem química. Utilizada também para outros plásticos, separa os componentes das matérias-primas originais do PET, "desmontando" o polímero. É um processo que não está em uso no Brasil.

2 - Reciclagem energética. O calor gerado com a queima do produto pode ser aproveitado na geração de energia elétrica (usinas termelétricas), alimentação de caldeiras e altos-fornos. O PET tem alto poder calorífico e não exala substâncias tóxicas quando queimado. Outros materiais combustíveis também podem ser utilizados. Este processo, entretanto, não é usado para o PET, pois o alto valor da sucata indica a reciclagem mecânica como a mais favorável.

3 - Reciclagem mecânica. Praticamente todo o PET reciclado no Brasil passa pelo processo mecânico, que pode ser dividido em:

RECUPERAÇÃO: Nesta fase, as embalagens que seriam atiradas no lixo comum ganham o status de matéria-prima, o que de fato, são. As embalagens recuperadas serão separadas por cor e prensadas. A separação por cor é necessária para que os produtos que resultarão do processo tenham uniformidade de cor, facilitando assim, sua aplicação no mercado. A prensagem, por outro lado, é importante para que o transporte das embalagens seja viabilizado. Como já sabemos, o PET é muito leve.

REVALORIZAÇÃO: As garrafas são moídas, ganhando valor no mercado. O produto que resulta desta fase é o floco da garrafa. Pode ser produzido de maneiras diferentes e, os flocos mais refinados, podem ser utilizados diretamente como matéria-prima para a fabricação dos diversos produtos que o PET reciclado dá origem na etapa de transformação. No entanto, há possibilidade de valorizar ainda mais o produto, produzindo os grãos de PET reciclado. Desta forma o produto fica muito mais condensado, otimizando o transporte e o desempenho na transformação.

TRANSFORMAÇÃO: Fase em que os flocos, ou o granulado, será transformado num novo produto, fechando o ciclo. Os transformadores utilizam PET reciclado para fabricação de diversos produtos, inclusive novas garrafas para produtos não alimentícios.


A realidade da reciclagem

O índice de reciclagem pode ser muito melhorado e, para isso, todos devem contribuir: A federação, estados e municípios devem legislar em favor da reciclagem.

Muitos municípios brasileiros não contam com nenhum tipo de coleta e pouquíssimos possuem um sistema de coleta seletiva.

Esse sistema proporciona material mais limpo, livre de contaminações, consequentemente, a sucata assim coletada tem maior valor.

Outro benefício é trazer os trabalhadores dos lixões para cooperativas organizadas.

As indústrias devem investir em informação e tecnologia. Levar ao grande público o conhecimento sobre
a reciclabilidade dos materiais, instruindo sobre como proceder para o correto descarte das embalagens.

Desenvolver as tecnologias que permitam materiais mais fáceis de reciclar, inofensivos e inertes para proteção do meio ambiente e desenvolver os mercados para os produtos reciclados.


A população deve descartar corretamente seus materiais recicláveis, depositando as embalagens usadas em contêineres adequados ou entregando-as para catadores e/ou entidades que as aceitem em doação.

O cidadão comum tem o dever de começar, em sua casa, o trabalho de separar o lixo dos materiais recicláveis.


Isso porque cada um de nós tem o trabalho de ir aos mercados para adquirir estes produtos. Cabe a nós, portanto, o primeiro passo para fazer com que os materiais sigam seu caminho de retorno para a indústria recicladora.


Veja o Histórico da reciclagem de PET no Brasil:

ANO

RECICLAGEM  pós-consumo/índice

1994

13 Ktons   =     18,8%

1995

18 Ktons   =     25,4%

1996

22 Ktons   =     21,0%

1997

30 Ktons   =     16,2%

1998

40 Ktons    =     17,9%

1999

50 Ktons   =   20,42%

2000

67 Ktons   =   26,27%

2001

89 Ktons   =   32,9%

2002

105 Ktons   =   35%

2003

141.5 Ktons   =   43%

2004

167 Ktons   =   47%

2005

174 Ktons   =  47%

2007

231 Ktons    = 53,5%

2008

253 Ktons = 54,8%



Censo da Reciclagem

A Reciclagem de PET é, no Brasil, uma atividade recente - do ponto-de-vista industrial. Desde 1994 a ABIPET procura mensurar este mercado e informar ao público sua atividade e desempenho. Também é tarefa da ABIPET estimular a reciclagem e o descarte adequado das embalagens pós-consumo, bem como oferecer as informações necessárias para que a indústria de embalagens possa produzir com a questão ambiental em foco, direcionada pela reciclabilidade das garrafas, frascos e outras embalagens de PET.

Atualmente, a indústria recicladora está estabelecida por todo território nacional, o que demandou uma nova atividade de pesquisa: O Censo da Reciclagem de PET no Brasil. Um estudo completo sobre este importante segmento industrial, gerador de empregos e que destina adequadamente uma grande quantidade de embalagens de PET pós-consumo. Através do censo, será possível ter um panorama bastante completo sobre o universo de empresas dedicadas à reciclagem do PET, número de empregos gerados, demandas para o produto reciclado e concentrações geográficas.

Documentos

Novembro de 2009: o Evento que marcou o lançamento da Quinta Edição do Censo da Reciclagem de PET no Brasil contou com a presença de personalidades do mundo da Embalagem. O Presidente da ABIPET, Auri Marçon, apresentou "Um Retrato do Setor", atualizando as questões que envolvem a Indústria do PET. Na sequência, O Diretor da Noûs Consulting, Leandro Fraga, apresentou a mais recente versão do Censo da Reciclagem de PET no Brasil, que consolida a posição brasileira entre as melhores e maiores do mundo na atividade. Uma constatação importante: o Brasil é o país melhor preparado para a reciclagem de PET no mundo, tendo desenvolvido a maior variedade de aplicações para o material reciclado.

Link para download mais abaixo.  

O evento que apresentou o Quarto Censo, realizado na FIESP em outubro de 2008, teve ainda dois ricos debates: um, sobre a Coleta de Resíduos Sólidos Urbanos e a atuação dos diversos setores sociais, empresariais e governamentais sobre a questão 

O outro debate teve caráter técnico e discutiu a importante ferramenta que é a Análise de Ciclo de Vida do Produto. Utilizada para que as empresas definam inúmeras características para seus produtos, inclusive embalagens, a ACV tem poucos técnicos gabaritados no Brasil, além de exigir informações em grande volume e de alta qualidade. Dessa forma, pode ser utilizada de forma errônea ou inadequada, levando a conclusões equivocadas - o que já aconteceu. Os principais técnicos e profissionais especializados em Análise de Ciclo de Vida estiveram reunidos em 2008 para discutir as condições brasileiras para a realização de ACV de modo sério e competente.



A importância da reciclagem

Desde que o conceito de reciclagem surgiu, décadas atrás, a preservação do meio ambiente é seu principal mote. Entretanto, o progresso das técnicas viabilizou muitas atividades industriais, tornando a reciclagem também uma alternativa de investimento e geração de trabalho e renda.Temos no Brasil um serviço social prestado pela reciclagem.

Normatizado pela ABNT, o triângulo da reciclagem é fundamental na hora de separar os vários tipos de plásticos para a viabilização econômica e industrial da reciclagem.

Cada tipo de plástico recebeu uma numeração específica e todas as embalagens plásticas devem ter o respectivo triângulo com a identificação. As embalagens de PET são identificadas através do número 1. Na maioria das embalagens, o triângulo é aplicado em alto relevo na parte de baixo da mesma.


Fonte: www.abepet.com.br - Reciclagem